Ricardo Krapp

Site do Dr. Ricardo Krapp, médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.

Internação

Orientações para internação

Sem dúvida alguma a consulta em um especialista em cirurgia de cabeça e pescoço causa apreensão com a iminente possibilidade cirurgica. Quando há realmente a indicação de uma cirurgia é muito importante que o paciente e as pessoas as quais ele confia, estejam a par das razões da cirurgia, o que deverá ser exaustivamente esclarecido no consultório.   A marcação de uma cirurgia exige atenção  não só pela complexidade do  ato cirurgico,  mas por todos os fatores próprios de uma internação hospitalar.
- A escolha do Hospital depende não só do tipo de plano, mas da estrutura oferecida por cada hospital para cada tipo de cirurgia.
- A data da cirurgia de preferência é agendada com antecedência necessária no consultório.
- Para cada ato cirúrgico existe um código em uma tabela (CBHPM/AMB ou TUSS/ANS) que deverá ser autorizado pelo convenio previamente.
- A autorização para a internação depende do tipo de plano de saúde, podendo ser obtida via consultório, pelo hospital, ou pelo próprio paciente diretamente no convênio. Para a autorização do procedimento por parte do plano de saúde podem ser exigidos cópias de laudos de exames complementares, relatórios médicos ou mesmo perícia médica no convênio.
- A utilização de materiais especiais chamados de OPME (Orteses, Proteses Materias Especiais) variam conforme a necessidade de cada cirurgia e devem ser autorizados pelo convenio. A não autorização de determinados materias pode impossibilitar a cirurgia. Alguns convenios permitem que certos materiais sejam utilizados e cobrados posteriormente em algo chamado de “conta hospitalar”. No entanto neste tipo de cobrança pode ocorrer a negativa da autorização após a sua utilização e justificativa adequada, podendo gerar conflito entre o plano, o hospital e o paciente.
- Sempre há a preferência para que estes tramites de autorização sejam feitos com antecedência. Em algumas situações esta autorização pode ser complexa e demora a ser efetivada, o que atrasa ou impede a cirurgia na data prevista. Alguns hospitais somente aceitam a marcação da cirurgia se já houver autorização pelo plano de saúde.
- No dia da internação é indispensável levar todos os exames para o hospital. O setor de internação do hospital solicitará os documentos de identidade e do plano de saúde. Cada hospital possui normas e características de internação. Estes tramites dependendo do número de internações no hospital podem ser breves ou não, por esta razão é necessário chegar com um período de antecedência ao hospital e mesmo assim pode haver uma demora na internação.
- O ideal que o paciente sempre vá acompanhado ao hospital, de preferencia de quem já o acompanhou nas consultas médicas prévias e sabe as razões e consequências da cirurgia. Um tratamento eficaz começa com uma conversa plena desde o consultório.
- O tipo de acomodação no hospital, quarto ou enfermaria, depende do tipo de plano e contrato do paciente com o convênio de saúde. A acomodação serve de referencia aos honorários médicos. Os Honorários Médicos previstos na tabela da Associação Médica Brasileira, são diferentes de acordo com cada acomodação. Se o paciente tiver acomodação enfermaria, o plano de saúde paga a metade dos valores do que se a acomodação fosse quarto. Por esta razão se no ato da internação, o paciente optar por uma acomodação diferente da oferecida pelo seu plano, o paciente pagará a diferença entre acomodações ao hospital e a complementação dos honorários médicos diretamente à equipe cirúrgica.
- Conforme todas as explicações solicitadas e fornecidas no consultório (indicação da cirurgia, consequências, complicações, intercorrências, tempo de internação) há o Termo de Consentimento Informado que corrobora as informações fornecidas, que deverá ser assinado antes da cirurgia.
- Para todo procedimento cirúrgico eletivo é necessário um tempo minimo de jejum absoluto inclusive de água, para não se correr riscos no momento da indução anestésica e no pós cirúrgico, de náuseas e/ou vômitos que prejudiquem o paciente. Este tempo mínimo varia de 6 a 8 horas de jejum de acordo com a cirurgia a ser realizada. Infelizmente às vezes a hora da cirurgia atrasa e este tempo aumenta, o que não é agradável contudo é necessário.
- Algumas medicações devem ser evitadas para se realizar procedimentos cirúrgicos, como os remédios que diminuem a coagulação, conhecidos por “afinar o sangue” como ácido acetil salicílico (Aspirina, AAS, Somalgin e outros nomes comerciais), Ginkobiloba, e algumas outras medicações, que variam por períodos de até 10 dias antes da cirurgia. É necessário estar atento as informações dadas e respondidas pelos médicos assistentes no risco cirúrgico e quais medicações deverão ser suspensas ou utilizadas no dia da cirurgia. Assim como pode ser necessário de acordo com a cirurgia proposta e as individualidades clínicas de cada paciente, a necessidade de transfusão sanguínea antes, durante ou após a cirurgia.
- Antes da cirurgia o médico Anestesista passará a visita pré-anestésica, examinará o paciente, verá os exames para a cirurgia e responderá dúvidas com relação ao ato anestésico. Deve-se levar por escrito todas as medicações que se faz uso e avisar qualquer tipo de alergia.
- O tempo que o paciente demora para ir ao centro cirúrgico e retornar ao quarto varia de acordo com o tipo de cirurgia. Este tempo leva em conta o paciente ser levado na maca, entrar no centro cirúrgico, entrar na sala de cirurgia, passar para a mesa de cirurgia, o médico anestesista preparar a monitorização do coração, pressão sanguínea, do oxigênio, gás carbonico, acesso venoso,proteção de vias aéreas, entubação orotraqueal, indução da anestesia, a cirurgia em si, e o retorno inverso de todos estes procedimentos.
- O paciente no centro cirúrgico sempre estará acompanhado por diversas pessoas. A equipe cirúrgica no mínimo são: o cirurgião, um primeiro auxiliar cirurgião, um segundo auxiliar cirurgião (às vezes um terceiro auxiliar cirurgião), um ou dois médicos anestesistas, uma instrumentadora, um médico patologista. Dependendo da cirurgia poderá haver também uma segunda equipe cirúrgica. E profissionais do próprio hospital, técnicos de enfermagem e enfermeiros que auxiliam na montagem e otimização da sala de cirurgia e centro cirúrgico.
- É necessário retirar, antes de ir ao centro cirúrgico, relógios, pulseiras, alianças, anéis, brincos, piercing, prótese dentária (se houver), qualquer objeto de cabelo e roupas intimas, porque estes objetos podem interferir no bisturi elétrico, ou aumentar o risco de infecção.
- Os honorários do médico anestesista, da instrumentadora, ou do médico assistente se for o caso, poderão ser acertados no próprio hospital. O valor de cada cirurgia varia conforme a complexidade do ato cirúrgico, cada cirurgião tem seu valor.
- Honorários para fins de reembolso , pelo plano de saúde se houver, variam de acordo com o tipo de acomodação e com o procedimento realizado conforme uma tabela de procedimentos médicos e honorários médicos fornecida pela AMB (Associação Médica Brasileira) e CFM (Conselho Federal de Medicina), conhecida como CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos). Cada plano de saúde possui uma forma, valor e prazo de reembolso que varia de acordo com o contrato do paciente com o plano de saúde, que pode ser integral ou parcial ao valor cobrado. Ressalta-se que cada equipe cirurgica pode cobrar um valor, a tabela é apenas uma referência.
- Apesar do plano de saúde ter liberado senha e autorizado a cirurgia, ter conhecimento que o paciente foi operado, o paciente fornecer o recibo ao plano, os convênios as vezes ainda solicitam um relatório médico da cirurgia. Cada plano tem sua burocracia.
- O período de internação e a alta hospitalar dependem do procedimento realizado.
- Na alta hospitalar serão fornecidas orientações quanto aos cuidados no pós operatórios, medicações, curativo, repouso, alimentação, atestado médico e retorno ao consultório.


outubro 2020
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